domingo, 2 de maio de 2010

Bem, minha vida depois de entrar para a faculdade se transformou em uma roda gigante que não pára.
Em razão disso, não tenho muito tempo para vir postar mais textos. Esse último foi resultado de um trabalho para a faculdade, por exemplo. Me desculpem pela linguagem jurídica, em alguns pontos, mas estou cursando Direito.
Em razão da correria, costumo postar mais no twitter. Uma frasezinha de vez em quando é mais fácil que um texto bem escrito, né? Esse aqui é o link: http://twitter.com/isabelaonofre
Outra coisa, aos que gostam de ler bons textos, boas poesias, recomendo o blog da Yza, que a cada dia está melhor, ela vai longe. Link: http://www.falandosozinha.com/

É isso, quando tiver um horário vago e um pouco de criatividade volto, pra ver os comentários de 7 meses atrás que eu só vi hoje.

Até!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Sabe quando todas as meninas sonham com quando o príncipe encantado? Não? Nem eu. A perfeição me cansa.Eu gosto mesmo é dos defeitos. Uma gordurinha a mais, um sorriso meio aberto e aquela mania de roer unha. Pessoas bonitas demais, legais de mais, inteligentes de mais, são o que o próprio advérbio diz: demais.Demais em demonstrações, demais em apresentações, demais até quando era pra ser de menos.De menos fãs, de menos aparições, de menos sorrisos.O bom é aquele mau-humor de manhã, aquele gosto único de sopa de siri com farinha ou de música clássica afro-indiana.Pessoas perfeitas cansam, efusivas também.Se é pra dizer não é não, sem meio termo ou sim pra alegrar alguém.A vida é assim mesmo. É rir quando era pra chorar, gritar quando o silêncio é pedido.Se quiser beber, beba! Quer chorar, chore! Não quer ficar, vá!Não fique sempre buscando aprovação de todos. Porque o tempo que se perde procurando pelo sim pode ser do tamanho da eternidade e no final das contas, quando se procura pelo demais, se esquece do mais importante da própria vida.Que não é ser o super astro de Hollywood, a uber modelo que desfila em Milão ou o maior jogador de futebol do mundo.É viver, simplesmente."

sábado, 1 de agosto de 2009

Brinde ao André

Sábado, dia primeiro de agosto, Engenhão.
Saio de casa, pego ônibus, metrô para a Central e finalizo com o trem que resolve parar fora da plataforma. Bem, meu dia estava começando bem. Fui parar em Cascadura! Ah, meus tempos de Zona Norte ...
18:31 começa a batalha. Bola pra cá, bola pra lá chutes a gol. Na verdade o jogo pouco importa.
Não queria falar dele e sim dos jogadores.
Não entendo.
Depois de pegar quase todos os meios de transporte disponíveis no Rio de Janeiro, demorar umas duas horas da minha casa ao estádio e ser obrigada a ver em pé o jogo, olhava pro campo e o que eu via? Jogadores sem raça, quase sem sangue. Aqueles mesmos que culpam a torcida pelo desanimo, que reclamam tanto da falta de vibração e de comparecimento, com 12 mil assistindo, agem como se estivessem em frente à televisão jogando um jogo de videogame. A torcida coitada. Mulheres, crianças e idosos que regularmente pagam no mínimo 10 reais de entrada, quando não 20 ou 30, perdem o dia todo nos transportes para chegar no Engenho de Dentro, gastam mais com comida ou bebida no lugar, se cansam para o dia seguinte de trabalho e ainda veem 10 moleques andando de um lado para o outro pensando no contra-cheque do fim do mês. Por favor, né?
Que torcida aguentaria? Nem se em nossas águas possuíssem biotônico Fontoura!
Eu faço meu papel. Trabalho, estudo, estudo até nas férias, mas tento comparecer o máximo que posso, mas pra quê? Para ver isso?
Sorte a nossa que o time é composto por 11! E esse 1 de diferença seja essencial! Numa noite que tudo parecia conspirar ao contrário, ele não ligou para a lei de Murphy (que tanto ronda o Glorioso), para a incoerência técnica do juiz (ladrão?) ou para a incompetência comportamental dos jogadores, lutou, correu, gritou e até xingar o árbitro nós conseguíamos ver.
Resultado: André Lima 2, Barueri 0!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Deus Seja - e não seja - louvado
por Tony Bellotto

Nunca entendi por que um estado laico, como o brasileiro, estampa em suas cédulas de dinheiro a inscrição: Deus seja louvado. Você não sabia? Tire uma nota de real do bolso e confira. Viu? Agora pegue o dicionário. Letra L. Laico, numa de suas mais completas acepções, significa “que é independente em face do clero e da igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa”.
Num país de população tão múltipla e miscigenada, não seria mais plausível que se inscrevesse nas notas de real: “Que Deus, Alá, Tupã, Oxum etc sejam louvados por quem os louva. E que não o sejam, por quem não os louva”? Claro, pois os ateus, agnósticos e descrentes são tão brasileiros e usuários do dinheiro quanto os crentes e praticantes religiosos. Talvez fosse melhor não haver inscrição religiosa alguma, certo?
Não se deve fazer propaganda em dinheiro. Ou seria admissível um Beba Coca-Cola nas notas de real? Nunca entendi por que um estado laico, como o brasileiro, ostenta numa das paredes da câmara dos deputados, em Brasília, uma imagem do Cristo crucificado. Você não tinha notado? Tente perceber, quando a televisão mostrar alguma sessão na câmara. Ou se tiver oportunidade de visitá-la pessoalmente.

[Publicado Orginalmente em Veja.com ]

Não seria mais plausível que se entulhasse a sala projetada por Oscar Niemeyer com imagens, além do Cristo, de Iemanjá, Maomé, Nossa Senhora Aparecida, Buda etc? Talvez fosse melhor não haver imagem religiosa alguma, certo? A parede da câmara dos deputados não é lugar para se fazer propaganda. Ou seria admissível um Compre as Legítimas Sandálias Havaianas na parede da casa em que se discute a política do país?
[ Blog Portal do Megaphone ]

Quinta-feira, aula de Constitucional. Eu tinha as mesmas dúvidas que parecem rondar a cabeça de Tony Belloto, do dono do blog citado e de mais meio mundo de brasileiros não só descrentes, ateus ou agnósticos, os os religiosos que não admitem a figura de um Deus somente ou não de um Deus chamado Deus. Nunca tinha entendido porque essa antítise tão grande. Por que alguém se julgaria no direito de passar em cima da Constituição Federal de 88, mesmo que em seu preâmbulo esteja ''sob a proteção de Deus'', e colocar em nossas cédulas de cruzado e posteriormente passar por herança às cédulas de real o lindo e contestável ''Deus seja louvado''.
A questão é como um objeto regente de todas as atividades fincanceiras e econômicas do país, no âmbito federal ao familiar, pode não respeitar o que consiste o Estado. Se pudessemos abrir mão de usá-lo, se tivessemos outro meio de comprar sem usar as notas eu até entenderia, mas a menos que você use cartão de crédito até para comprar um cachorro-quente na barraquinha o uso do ''cash'' é essencial.
Eu gostaria de saber se aqueles que não crêem no Deus cristão, chamado criativamente de Deus, se sentem protegidos e respeitados por essa decisão impressa no real. Sejam eles seguidores do judaísmo, do islamismo só para dizer das principais religiões, ou sejam eles pastafarianos, deístas, seguidores dos deuses nórdicos, politeístas, seguidores da mitologia grega, tenham religiões africanas como o Candomblé, agnósticos, descrentes ou ateístas. O que será que acham disso? Não consigo pensar que acreditem que quando colocaram ''Deus'' tenha sido com a desculpa de que nos falam hoje: Deus significa qualquer deus. Não é bem assim. Se fosse por pensar em todos, mesmo que os ateus e agnósticos há 10 anos atrás não tivessem ''saído do armário'', eu veria um Deus ou Deuses sejam louvados porque as religiões politeístas são mais antigas do que as religiões monoteístas. Prova disso é saber sobre a mitologia grega e toda a crença da Idade Antiga.
Não são só as notas que trazem absurdos inconstitucionais. Os feriados santos como o de São Jorge no Rio de Janeiro também é errado. É só dar uma lida na Magna Carta para perceber que para cada município o Estado só dá o direito a um feriado. Mais explicado aqui: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/942596/lei-fluminense-que-cria-dia-de-sao-jorge-e-inconstitucional-diz-pgr
O que dizer sobre o ensino religioso que estava sendo votado para ser obrigatório nas escolas públicas? A razão? Segundo alguns a moral vem da religião. Não creio. Se fosse tão simples assim as penitenciárias de todo o país estariam lotadas de ateus e não de crentes como vemos hoje em dia. Tiram todo o mérito das famílias e colocam na figura das autoridades religiosas. Não entendo porque então que explodem a cada dia a superfaturação dos pastores e os abusos cometidos pelos padres, só para citar alguns exemplos.
Queria saber também dos santinhos em departições públicas ou do Cristo crucificado que vemos na Câmara como diz Tony Belloto. Por quê? Agora além de Deus todas as pessoas são obrigadas a pensar que Cristo também existiu e foi crucificado para pagar os nossos pecados? Voltamos a anos atrás e esquecemos a decisão de um presidente se não me engano Getúlio Vargas que decidiu trocar todos os Cristos pelas imagens dos presidentes.
Se alguém conseguir entender por que absurdos inconstitucionais como esses ainda continuam a acontecer que me explique, mas para mim em uma das democracias mais consolidadas e mais importantes do mundo ainda passe por cima de alguns cidadãos ...

... como eu.

domingo, 22 de março de 2009

Tô sem tempo, tô sem saco e sem criatividade.
Um lado de mim sente necessidade de postar, um outro, de dormir. Desculpem minha falta de sensibilidade. Me desculpe eu se a necessidade de compartilhar minhas opiniões não está sendo cumprida, mas eu tenho que estudar.
Nunca pensei que Direito fosse ser tão difícil.
Quando der, mostro os frutos do meu trabalho.
até mais ver.

temporariamente sem novidades.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

'Eles ajudaram a destruir o Rio'

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas. Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias. Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco. Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão. Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta. As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto. Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacueras, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa-lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade. Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é digamos assim, tolerado. Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir: 'Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro.'Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.'
Sylvio Guedes
Fonte: Jornal de Brasília.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Testemunhas de Jeová, Rastafari, Nova Vida, Universal do Reino de Deus, Católicismo, Judaísmo, Hinduísmo, Islamismo, Bola de Neve, Batista, Presbiteriana, Candomblé, Umbanda, Cientologia, Espiritismo, Mórmons, Santeria, Cabala, Confucionismo, Taoísmo, Budismo, Jainismo, Sikhismo, ortodoxos ou não e muito mais.

Se pra fazer o amor precisam de escrituras e deuses agora eu entendo porque eu vejo tantas guerras.